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E AÍ, O AMOR PODE ACONTECER?

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09h AM. 10 de novembro. Acordou e foi tomar seu café.
Seus olhos estavam inchados, um tanto vermelho. Não conseguiu dormir direito durante a noite. Ao acordar de madrugada, por volta das 2h, foi até o píer que ficava no fundo da sua casa e lá ficou até o momento de seu sono chegar. O céu estava estrelado. Era noite de eclipse, que por sinal foi lindo. Isso a fez lembrar-se do eclipse que ocorrera em 25 de abril de 2013, a primeira vez que viu ao lado do Josh. Chovia naquela noite, e Melanie acabara ficando resfriada no dia seguinte, mas Josh cuidou dela a cada segundo que passava.
Na sua mão esquerda estava a xícara de café - ele já estava frio. - Na direita, encontrava-se seu celular. De repente surgiu uma idéia e ela, como sempre, cedeu aos seus desejos. Discou os oito números dele, mas antes deixara seu celular no “restrito”. A voz no outro lado da linha era suave e tranqüila. Foi bom ouvi-lo, pois há muitos dias não fazia isso.
- Alô? – falou ele ao atender –. Okay! Se for ficar em silêncio, não ligue mais.
- Eu sinto a sua falta... – ele já havia desligado.
Seus dias resumem numa constante dúvida: perdoar e esquecer o que foi feito ou desistir do que sente e tentar esquecê-lo. Tentara uma, duas vezes. Deu certo, por um tempo, mas uma hora teve que terminar. Alguns dizem que quando não dá certo da primeira vez, não vai mais dar certo depois. Mas como assim um namorado de um ano não deu certo? Deu certo, sim, mas uma hora acabou. É assim que acontece. E se deu certo uma vez, por que não daria certo outra vez?
Sentara ao seu piano. Aos poucos ia se recordando das notas da música. Não tinha como esquecer. Estava tocando “Palpite” da Vanessa Rangel. Essa música a fazia lembrar muitas coisas. E antes que pudesse acabar de tocar a música, seu celular que estava em cima do piano começou a tocar. Um SMS havia chegando. Era dele. Seu coração disparou.
“Disse para você se decidir, antes que... Eu avisei que iria embora, e estou indo nesse exato momento. Espero que um dia a gente se encontre por aí. Amo você, não se esqueça disso”.
Jogara o celular no sofá, pegou sua bolsa e correu para o aeroporto. Ela precisava impedir.  Dirigia seu mustang vermelho, e, com pressa, não respeitava os limites de velocidade. Estava chovendo. Não se comparava a chuva de dois dias atrás com trovões e etc, mas chovia o suficiente para deixar a pista molhada e fácil de deslizar. Ao colocar o CD da Katy Perry para tocar, percebeu a hora, achando que chegaria tarde demais, decidiu ligar. Começou a procurar na sua bolsa no banco do carona e não prestou atenção no que estava a sua frente. Havia um pedaço quebrado da ponte e, ao tentar desviar, atravessara a ponte e caíra na praia embaixo dela.
09h AM. 10 de novembro.
Levantara da cama toda assustada. Estava visível em seus olhos o medo que sentia. Foi só um sonho, mas um sonho que dizia muito. E a pergunta que ela se fazia naquele momento era: aceitar viver novamente aquele amor ou desistir? Estava na hora decidir.


“E aí, será que você volta? Tudo a minha volta e triste. E aí? O amor pode acontecer de novo pra você, palpite”.

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2 comentários

  1. Achei muito lindo esse conto. E a escolha da musica foi perfeita. Parabens pelo blog.

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Camila. Que bom que gostou. E volte sembre :*

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