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NA NATUREZA SELVAGEM

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"Há dois anos ele caminha pelo mundo sem telefone, piscina, carros, nem cigarros. A liberdade máxima. Um extremista. Um viajante esteta cujo lar é a estrada. E agora, depois de dois anos errando, vem a última e maior aventura. A batalha culminante para matar o falso ser interior e concluir com vitória, a revolução espiritual. Sem continuar a ser envenenado pela civilização, ele foge e caminha solitário pelo mundo para se perder em meio à natureza". - Na Natureza Salvagem.
Quem nunca desejou largar tudo - escola, trabalho, obrigações de casa - e viver na natureza, sem se preocupar com o tempo ou a falta de dinheiro? A liberdade absoluta. Esquecer os documentos e pegar a estrada. Eu, pelo menos, já quis viver uma aventura, conhecer novos lugares e esquecer que existe um mundo capitalista. Mas o assunto aqui não sou eu. Into The Wild - ou Na Natureza Selvagem - é um filme estadunidense de 2007, um drama dirigido por Sean  Penn. É uma adaptação do livro de não-ficção de 1996, de mesmo nome, escrito por Jon Krakauer, baseado nas viagens de Christopher McCandless pela América do Norte, e sua vida na natureza selvagem do Alasca no começo dos anos 90. O filme é estrelado por Emile Hirsch como McCandless. 
Em 1990, com 22 anos e recém-licenciado, Christopher McCandless ao terminar a faculdade, doa todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade, muda de identidade e parte em busca de uma experiência genuína que transcendesse o materialismo do quotidiano. Abandona, assim, a próspera casa paterna sem que ninguém saiba e mete-se à estrada. Deambula por uma boa parte da América (chegando mesmo ao México) à boleia, a pé, ou até de canoa, arranjando empregos temporários sempre que o dinheiro faltasse pois, Chris acaba por abandonar o seu carro e queimar todo o dinheiro que levava consigo para se sentir mais livre, mas nunca se fixando muito tempo no mesmo local. Desconfiado das relações humanas e influenciado pelas suas leituras, que incluíam Tolstoi e Thoreau, ansiava por chegar ao Alasca, onde poderia estar longe do homem e em comunhão com a natureza selvagem e pura. O que lhe acontece durante este percurso transforma o jovem num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.
"Sean Penn vai intercalando a viagem de McCandless com breves flashbacks do seu passado, narrados em voz off pela irmã de Chris. Chistopher quer fugir a uma família materialista, hipócrita e cheia de mentiras. Penn tem olho de cineasta e a sua câmara vai captando melancolicamente, com vagar e gosto, a paisagem americana, ao som da excelente banda sonora de Eddie Vedder, embalando o espectador, que é quase hipnotizado pelas imagens e som".
No início fica um pouco complicado de entender as sequências das cenas, mas com o passar delas tudo vai ficando mais claro. O filme é lindo, nos prende do início ao fim - pelo menos foi o meu caso -, além disso, o filme é baseado numa história real. Por onde passou, Chris alterou as vidas das pessoas que o conheceram. A sua personalidade forte, muito inteligente e simpática deu uma nova vitalidade a Jan, Franz e Westerberg. Raramente falava de Annandale e de casa, e eram muitas as vezes em que era reservado e ponderado. Mas o rapaz de vinte e quatro anos, que todos conheceram como Alex, cumpriu o seu destino e partiu de Fairbanks em direcção ao Monte McKinley, dois anos depois de ter iniciado a sua viagem. 
Através de um diário que manteve na contracapa de vários livros, com cento e treze entradas, podemos compreender o que realmente aconteceu a Chris McCandless na sua viagem ao interior do Alasca. O seu diário contém registos cobrindo um total de 113 dias diferentes. Esses registos cobrem do eufórico até ao horrível, de acordo com a mudança de sorte de McCandless.

SOBRE A TRILHA SONORA
banda/trilha sonora do filme ficou a cargo de Michael BrookKaki King, e Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam). Esse trabalho de Eddie Vedder foi seu primeiro álbum solo e obteve nomeação para vários prêmios nas categorias de melhor canção e melhor banda sonora. Ouça logo abaixo umas das músicas da trilha sonora. 


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6 comentários

  1. Boa dica, mas não faz muito meu gênero. Prefiro comédias ou suspense. Sou das que não tem esse tipo de vontade heheheh.

    Blog Prefácio

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  2. Oi, Mony! Não conhecia o filme, mas fiquei chocada com o que o cara fez. Mas gente, como assim queimar o carro e viver de emprego temporário com identidade diferente? Morri! Pode ser que o livro/filme passe uma mensagem diferente, mas à primeira vista me pareceu uma jornada solitária demais e meio maluca. Não sei se vou curtir. rs
    Beijinhos!
    Giulia - Prazer, me chamo Livro

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    1. Giulia, parece bem louco, mas se você ler ou assistir você vai amar. Vai se apaixonar pelo personagem principal e vai ficar triste com o final.

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  3. Oi!
    Esse filme é incrível! Tenho um colega que viu quinhentas mil vezes o filme, leu o livro a ponto de saber de cor e salteado, agora está pelo mundo viajando sem gastar um tostão! Queria ter essa coragem e esse desprendimento.
    E esse album de eddie?! MARAVILHOSO!
    Foi um conjunto de cenas, música e trama que fez esse filme ser tuuuuudo que é! :)

    um beeijo Lara
    http://meusmundosnomundo.blogspot.com.br/

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    1. Finalmente alguém que conhece *-* Queria ter a coragem de seu colega, sério mesmo. Não conheço, mas já admiro ele haha definitivamente, o conjunto de cenas e trilha sonora ficou perfeito mesmo.

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  4. Esse filme é extremamente reflexivo Mony e nos questiona radicalmente sobre o nosso modo pré-moldado e conformado de vida. É com grande esmero que eu o tenho em minha coleção, pois é um dos filmes que mais mexeu comigo.

    Inúmeras vezes eu quis fugir de tudo e de todos em prol de uma vida mais significativa, andar sem rumo, amarras, compromissos, apenas fluir como o vento na relva, mas, ao mesmo tempo, não me sinto preparado para sobreviver na natureza selvagem, não saberia me virar, não saberia viver como um nômade tendo que caçar, pescar, suportar o frio, a fome...eu preciso de um guia de sobrevivência rs A questão é: a liberdade suprema vale todos esses sacrifícios e riscos, incluindo a solidão absoluta? Só quem essa insana coragem tem a resposta

    http://omundoemcenas.blogspot.com.br/

    Beijos

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